Na semana passada, as prévias carnavalescas de Olinda foram marcadas por um incidente considerado por muitos como um caso de homofobia. O baiano Magno da Costa Paim, 21 anos, e o paraense Hector Zapata, 22, afirmam que foram agredidos porque estavam se beijando na frente do Mercado da Ribeira. O caso causou surpresa nos foliões LGBT que sempre se encontram na Rua 13 de Maio, conhecido como o point gay da folia olindense. Afinal, um dos principais elogios de quem brinca por lá é justamente a liberdade que eles têm para se expressar.
"Foi impactante para nós isso acontecer justamente nessa época do ano, em que sabemos que muitos brasileiros deixam de lado o preconceito", observa Lucas Teófilo, ator cearense. Essa é a primeira vez que ele vem a Olinda e adorou. "Estou me sentindo muito à vontade, inclusive aproveitei para protestar sobre o caso no domingo: me vesti de policial", diverte-se. Veterano de Olinda há cinco carnavais, o ator cearense Fábio Vieira relata ações de combate à homofobia em seu estado, através do teatro. "Não queremos nenhum privilégio perante a sociedade. Desejamos apenas que todos sejam tratados como iguais", destacou.
Muita gente bonita circula pela Rua 13 de Maio, no Sítio Histórico de Olinda.
A rua mais colorida do Sítio Histórico fez parte do percurso do bloco "Toda Forma de Amor", que saiu pela primeira vez. O bloco prega o amor para todos, reunindo não apenas o público GLS, mas de qualquer preferência sexual. "Além do bloco, nosso grupo também realiza ações solidárias como arrecadação de alimentos e doação de sangue", explica uma das fundadoras, Camila Moura. "Acima de qualquer causa, defendemos o amor pelo amor", completa.
Como não poderia deixar de ser, as fantasias caprichadas dominaram na Rua 13 de Maio. O jornalista paraibano Jô Oliveira incorporou Beatrix Kiddo, a "noiva" do filme Kill Bill, de Quentin Tarantino. "Eu sempre quis sair com essa fantasia, até que consegui fazer ano passado. É o segundo ano que venho com ela. Fiz o sangue com tinta de tecido", revela. O toque de magia foi dado ao bloco pelo auxiliar administrativo Jean Sibellius, que desfilou como fadinha. O olindense frequenta a Rua 13 de Maio há dez anos. "Gosto de vir aqui porque é divertido, seguro e todos brincam em paz, sem homofobia", explicou.
Além do clima de paquera e fantasias inusitadas, casais GLS se sentem mais à vontade para namorar durante a folia olindense quando estão na "Treze", apelido que deram à rua. É o caso das namoradas aracajuanas Fabíola Barreto e Camila Ramos. "Eu vim aqui ano passado e sabia que tinham muitos gays. Como estamos em maioria, o povo que passa não fica olhando muito, e nos sentimos mais confortáveis", explica Camila.
"Foi impactante para nós isso acontecer justamente nessa época do ano, em que sabemos que muitos brasileiros deixam de lado o preconceito", observa Lucas Teófilo, ator cearense. Essa é a primeira vez que ele vem a Olinda e adorou. "Estou me sentindo muito à vontade, inclusive aproveitei para protestar sobre o caso no domingo: me vesti de policial", diverte-se. Veterano de Olinda há cinco carnavais, o ator cearense Fábio Vieira relata ações de combate à homofobia em seu estado, através do teatro. "Não queremos nenhum privilégio perante a sociedade. Desejamos apenas que todos sejam tratados como iguais", destacou.
Muita gente bonita circula pela Rua 13 de Maio, no Sítio Histórico de Olinda.
A rua mais colorida do Sítio Histórico fez parte do percurso do bloco "Toda Forma de Amor", que saiu pela primeira vez. O bloco prega o amor para todos, reunindo não apenas o público GLS, mas de qualquer preferência sexual. "Além do bloco, nosso grupo também realiza ações solidárias como arrecadação de alimentos e doação de sangue", explica uma das fundadoras, Camila Moura. "Acima de qualquer causa, defendemos o amor pelo amor", completa.
Como não poderia deixar de ser, as fantasias caprichadas dominaram na Rua 13 de Maio. O jornalista paraibano Jô Oliveira incorporou Beatrix Kiddo, a "noiva" do filme Kill Bill, de Quentin Tarantino. "Eu sempre quis sair com essa fantasia, até que consegui fazer ano passado. É o segundo ano que venho com ela. Fiz o sangue com tinta de tecido", revela. O toque de magia foi dado ao bloco pelo auxiliar administrativo Jean Sibellius, que desfilou como fadinha. O olindense frequenta a Rua 13 de Maio há dez anos. "Gosto de vir aqui porque é divertido, seguro e todos brincam em paz, sem homofobia", explicou.
Além do clima de paquera e fantasias inusitadas, casais GLS se sentem mais à vontade para namorar durante a folia olindense quando estão na "Treze", apelido que deram à rua. É o caso das namoradas aracajuanas Fabíola Barreto e Camila Ramos. "Eu vim aqui ano passado e sabia que tinham muitos gays. Como estamos em maioria, o povo que passa não fica olhando muito, e nos sentimos mais confortáveis", explica Camila.
Matéria baseada em G1/PE








